Visite Rio Claro

Fragmentos da História Rioclarense por Liliana Garcia

O início do povoamento Séculos XVIII e XIX

Este artigo é o primeiro de uma série de quatro, resgatando a história da cidade de Rio Claro, no mês do seu aniversário. Ele toma como ponto de partida o início do processo de ocupação das terras do “Sertão do Morro Azul”.

Essas terras ocupavam uma extensa área inexplorada e desabitada, situada no interior da Capitania de São Paulo, servindo apenas de passagem para aventureiros que penetravam o sertão. O seu processo de ocupação tem início no século XVIII, no ano de 1718, com a descoberta de ouro na região de Mato Grosso.

A posição geográfica favorável estimulou a formação de uma pequena povoação próxima às margens de um córrego. Sua população composta por alguns índios, pequenos agricultores e alguns escravos praticava uma agricultura de subsistência. O local passou a servir de pouso e de suporte para os tropeiros, antes da subida da serra, estimulando o desenvolvimento de um pequeno comércio de gêneros de primeira necessidade. Foto: Antiga fachada da Caixa Econômica Federal

O declínio da exploração de ouro refletiu na povoação que permaneceu por quase um século, apenas um pouso às margens do Córrego da Servidão.

Somente no início do século XIX, as primeiras sesmarias passaram a ser doadas na região. Estas eram porções de terra concedidas gratuitamente pelo vice-rei ou pelo governador a pessoas ricas e politicamente influentes. As doações que se sucederam deram início ao processo efetivo de colonização, sendo a primeira sesmaria concedida em 17 de Abril de 1821, aos irmãos Pereira. Estes obtiveram do governador uma légua e meia de terras, no lugar denominado “Ribeirão Claro”, entre a vila de Moji Mirim e o Rio Piracicaba. Esta sesmaria ficou conhecida como o Curral dos Pereira, sendo a mais antiga fazenda estabelecida no Município de Rio Claro.

As doações impulsionaram o processo de especulação das terras, trazendo para a região, além dos irmãos Pereira, Manoel Pais de Arruda, de Itu; Joaquim Galvão de França e Manoel de Barros Ferraz, de Piracicaba; e Francisco da Costa Alves, de Jundiaí. Estes passaram a ser proprietários de grandes extensões de terras.

O censo de 1822 nos dá idéia da organização do povoado, registrando cerca de 1033 pessoas, sendo 85% da população livre e branca, além de pardos e negros. Praticava-se uma agricultura de subsistência, plantando milho, feijão, arroz e mandioca, e já começava a prática de uma incipiente troca de sabão, velas e fumo.

O passo seguinte constitui-se na formação do patrimônio religioso. Este se consistia na doação de terras à devoção do santo padroeiro, para a construção de uma capela. Em troca, os doadores beneficiavam-se de favores espirituais para si e para seus familiares, como a celebração de missas após suas mortes. Também ganhava o reconhecimento da comunidade e o prestígio social e político.

Das terras doadas, uma parte poderia ser cedida a interessados para morar e trabalhar, mediante o pagamento de uma quantia fixa, paga anualmente para as despesas da igreja.

A capela construída passava a ser a referência de um arraial ou povoado, estimulando o início de uma aglomeração de casas de moradias e de negócios. Esse gesto de doação coube a Manoel Paes de Arruda e Manoel Affonso de Taborda, com a doação para o patrimônio de São João Batista de uma área de 400 braças de terreno em quadra.

A 10 de Junho de 1827, o povoado foi elevado à categoria de Capela Curada, e Padre Delfim foi nomeado o seu cura. Em homenagem, no dia 24 de Junho, dia de São João, celebrou-se uma missa, acompanhada de uma procissão em louvor ao santo padroeiro.

Em 1828, a imagem de São João Batista foi levada para a nova capela, ainda inacabada, e aí celebrada a festa do padroeiro. A mesma situava-se no meio do quarteirão da atual Rua 7 com as avenidas 3 e 5. Ao seu redor, surgiram casas de moradia e um incipiente comércio para atender às necessidades da população.

O Largo da Matriz tornou-se o centro do desenvolvimento do arraial. Com isso, as pequenas casas de taipa, construídas às margens do Córrego da Servidão, vão permanecer distantes, e o local passou a ser apenas uma passagem para as tropas de mulas, em direção ao sertão. Essa mudança atendeu as normas eclesiais que estipulavam que as igrejas deveriam ser construídas em lugares decentes, em sítios altos e livres de umidade. A região do Largo da Matriz atendia a essas especificações.

Na categoria da Capela Curada, o povoado teve seus juízes de paz escolhidos: o Capitão-Mor Estevam Cardoso de Negreiros, o Alferes Manoel Paes de Arruda e Manoel Affonso de Taborda. A eles cabia a manutenção da ordem e da segurança do núcleo urbano, consolidando assim a sua constituição jurídica e administrativa. Eram os chamados “homens bons” pertencentes à elite rural.

Em Junho de 1831, a Guarda Nacional também começou a atuar junto à comunidade, constituindo-se em uma força paramilitar visando à manutenção da ordem e da segurança, sob a autorização do juiz de paz.

A 17 de Janeiro de 1832, o povoado foi elevado a freguesia ou Paróquia de São João do Rio Claro, atendendo as reivindicações da população. Ainda era uma pequena aglomeração, de aspecto simples, uma vez que habitado por pessoas de poucos recursos. As ruas já seguiam o traçado de tabuleiro de xadrez, idealizado por Antonio Paes de Barros, sendo retas, bem alinhadas e cruzando-se em ângulo reto, o que possibilitava a divisão de suas quadras em porções iguais. Estas apresentavam um aspecto uniforme, com suas residências geralmente de pau-a-pique, adobe ou taipa de pilão, construídas sobre o alinhamento das vias públicas. Os telhados, de uma ou duas águas, lançavam as águas das chuvas sobre a rua e o quintal, facilitando a absorção da mesma pelo terreno. Imperava a rusticidade e a simplicidade nas construções.

Em 1832, foi fundada a Sociedade do Bem Comum, buscando estabelecer os objetivos da política local, administrar a venda das terras do patrimônio e organizar as atividades públicas, sociais e religiosas da freguesia, através da ação política dos grandes proprietários rurais. Ela exerceu o papel de governo provincial e municipal por cerca de sete anos, até 1839. Sua influência foi grande, determinando a organização do lugar. Porém, quando os seus interesses passaram a se chocar com os do governo provincial que buscava nesse ínterim subtrair a autonomia das municipalidades, principalmente a competência jurídica dos juízes de paz, ela deixou de existir.

Assim, achava-se organizada a freguesia de São João do Rio Claro até a década de 1830.

Caminhos que conduzem à vila e à cidade de São João do Rio Claro:

Na década de 1830, a cultura canavieira já havia sido implantada em São João do Rio Claro, utilizando técnicas rudimentares e a mão-de-obra escrava, desde o plantio da cana até o trabalho no engenho.

Esta consolidou o domínio das grandes propriedades rurais na região. No entanto, o grande obstáculo para o aumento da produção da cana estava nas dificuldades com o escoamento da produção, pois a ligação entre a Freguesia de São João do Rio Claro e a capital da Província de São Paulo era muito precária.

As estradas que serviam a região haviam sido abertas por volta de 1823 a 1828, e não passavam de caminhos estreitos e difíceis de serem transpostos, principalmente em dias de chuva, constituindo-se em um grande obstáculo para o desenvolvimento do local.

Até então o transporte das mercadorias e do açúcar era feito em lombo de burros. Troles puxados a bois ou burros serviam para o transporte de pessoas, objetos diversos, maquinários etc.

A comunicação entre a cidade de São Paulo e Vila Nova de Constituição, hoje a cidade de Piracicaba, era feita por uma pequena estrada carroçável que passava por Itu. Da capital para São Carlos, hoje Campinas, havia uma estrada via Jundiaí.

Entre São João do Rio Claro e Tatuiby, hoje Limeira, havia uma pequena estrada com cerca de 4 léguas, feita por volta de 1823. Esta, apesar de sua precariedade, principalmente na época das chuvas, foi de extrema importância para o escoamento da produção açucareira dos engenhos.

Para o desenvolvimento local era necessário que as estradas tivessem um traçado mais, direto, encurtando as distâncias, objetivando a economia nos custos dos transportes, assim como evitando passar por Constituição (Piracicaba) para chegar a São Paulo.

A luta pela abertura desse caminho coube ao Senador Vergueiro, que liderou as iniciativas de lavradores e exportadores da região junto aos órgãos competentes, formulando pedidos e mostrando a real importância de uma estrada carroçável que atingisse São Carlos e São Paulo. Aos poucos, começou a esboçar um projeto de construção de uma rede de comunicação entre as pequenas povoações, e que, embora precária, era importantíssima para estimular o desenvolvimento econômico da região.

A 7 de Março de 1845, São João do Rio Claro tornou-se vila. A criação de uma vila estava condicionada à delimitação de uma área para constituição do município. O território da vila era chamado termo. Este, por sua vez, era dividido em freguesias e englobava a área assistida pela igreja matriz, assim como outros arraiais.

O município de São João do Rio Claro ficou com as seguintes divisas: ao norte, com o município de São Carlos do Pinhal, Belém de Descalvado e Pirassununga; a leste, com o Patrocínio de Araras; ao sul, com Limeira e São Pedro; e a oeste, com Brotas. Estas foram determinadas pela lei n. 48, de 14 de Julho de 1848.

Encontramos no Almanaque de Rio Claro de 1895, de autoria de Cândido das Neves, uma descrição do meio físico do município: “o terreno é desigual, elevado em alguns pontos pelo Morro Grande, ondulado e montanhoso. O município conta com diversos campos, entre eles os da Fazenda Angélica, o do Coxo e os de Itaquery, que são os mais extensos. A mais importante elevação do território é a da Serra de Itaquery, que atravessa o município a oeste. Há também duas cadeias de montanhas: a do Morro Azul e do Morro Grande. Corta o município o rio Corumbataí, afluente da margem direita do Piracicaba, e pelos ribeirões Claro, Cabeça e Passa Cinco, além de diversos córregos e riachos. Apresenta abundância de pedra calcária que fornece material a muitas fábricas de cal, e também barro para olarias. Estes são usados por numerosas fábricas de telhas e tijolos.”

Como sede de um município, São João do Rio Claro ainda era um pequeno aglomerado de casas em torno da igreja. Porém, já começava a definir, como era comum a toda a vila, a localização da Casa da Câmara e da Cadeia, mostrando a necessidade da constituição de sua administração política.

Esta consolidou o domínio das grandes propriedades rurais na região. No entanto, o grande obstáculo para o aumento da produção da cana estava nas dificuldades com o escoamento da produção, pois a ligação entre a Freguesia de São João do Rio Claro e a capital da Província de São Paulo era muito precária.

As estradas que serviam a região haviam sido abertas por volta de 1823 a 1828, e não passavam de caminhos estreitos e difíceis de serem transpostos, principalmente em dias de chuva, constituindo-se em um grande obstáculo para o desenvolvimento do local.

Até então o transporte das mercadorias e do açúcar era feito em lombo de burros. Troles puxados a bois ou burros serviam para o transporte de pessoas, objetos diversos, maquinários etc.

A comunicação entre a cidade de São Paulo e Vila Nova de Constituição, hoje a cidade de Piracicaba, era feita por uma pequena estrada carroçável que passava por Itu. Da capital para São Carlos, hoje Campinas, havia uma estrada via Jundiaí.

Entre São João do Rio Claro e Tatuiby, hoje Limeira, havia uma pequena estrada com cerca de 4 léguas, feita por volta de 1823. Esta, apesar de sua precariedade, principalmente na época das chuvas, foi de extrema importância para o escoamento da produção açucareira dos engenhos.

Para o desenvolvimento local era necessário que as estradas tivessem um traçado mais, direto, encurtando as distâncias, objetivando a economia nos custos dos transportes, assim como evitando passar por Constituição (Piracicaba) para chegar a São Paulo.

A luta pela abertura desse caminho coube ao Senador Vergueiro, que liderou as iniciativas de lavradores e exportadores da região junto aos órgãos competentes, formulando pedidos e mostrando a real importância de uma estrada carroçável que atingisse São Carlos e São Paulo. Aos poucos, começou a esboçar um projeto de construção de uma rede de comunicação entre as pequenas povoações, e que, embora precária, era importantíssima para estimular o desenvolvimento econômico da região.

A 7 de Março de 1845, São João do Rio Claro tornou-se vila. A criação de uma vila estava condicionada à delimitação de uma área para constituição do município. O território da vila era chamado termo. Este, por sua vez, era dividido em freguesias e englobava a área assistida pela igreja matriz, assim como outros arraiais.

O município de São João do Rio Claro ficou com as seguintes divisas: ao norte, com o município de São Carlos do Pinhal, Belém de Descalvado e Pirassununga; a leste, com o Patrocínio de Araras; ao sul, com Limeira e São Pedro; e a oeste, com Brotas. Estas foram determinadas pela lei n. 48, de 14 de Julho de 1848.

Encontramos no Almanaque de Rio Claro de 1895, de autoria de Cândido das Neves, uma descrição do meio físico do município: “o terreno é desigual, elevado em alguns pontos pelo Morro Grande, ondulado e montanhoso. O município conta com diversos campos, entre eles os da Fazenda Angélica, o do Coxo e os de Itaquery, que são os mais extensos. A mais importante elevação do território é a da Serra de Itaquery, que atravessa o município a oeste. Há também duas cadeias de montanhas: a do Morro Azul e do Morro Grande. Corta o município o rio Corumbataí, afluente da margem direita do Piracicaba, e pelos ribeirões Claro, Cabeça e Passa Cinco, além de diversos córregos e riachos. Apresenta abundância de pedra calcária que fornece material a muitas fábricas de cal, e também barro para olarias. Estes são usados por numerosas fábricas de telhas e tijolos.”

Como sede de um município, São João do Rio Claro ainda era um pequeno aglomerado de casas em torno da igreja. Porém, já começava a definir, como era comum a toda a vila, a localização da Casa da Câmara e da Cadeia, mostrando a necessidade da constituição de sua administração política.
O café produzido em São João do Rio Claro era enviado a comissários em Santos. Estes eram os responsáveis pela venda do produto aos exportadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Destaque deve ser dado aos nomes de Nicolau Vergueiro e Manuel Rodrigues Jordão, dois dos maiores fazendeiros, comissários e exportadores de São João do Rio Claro.

O Almanaque de São João do Rio Claro para 1873 cita as seguintes casas de importação, exportação e comissões: a de Cândido Valle & Irmãos; a de Guilherme Platt; a de Guimarães & Filho; a de Prado & Amarante; a de Santos & Cia. Esses, além de comerciantes, desempenhavam também a função de agentes financiadores de capital para a lavoura cafeeira.

Quanto à organização, a lavoura cafeeira seguiu os moldes tradicionais da agricultura na Província de São Paulo, ou seja, a grande propriedade rural, monocultora e trabalhada por escravos, mais tarde substituídos pelo trabalhador imigrante. Todo o trabalho era manual. A mecanização só ocorreu a partir da década de 1870, com a introdução da máquina de beneficiar café, resultando no aumento de sua produtividade.

A lavoura cafeeira em São João do Rio Claro conviveu por quatro décadas com o trabalho escravo. Sem a sua utilização, ela não teria alcançado o seu apogeu. Mesmo com a proibição do tráfico, a partir de 1850, a oferta de mão-de-obra se manteve através do tráfico interno que clandestinamente levava às regiões cafeeiras uma oferta abundante de mão-de-obra escrava.

Em 1884, havia na região cerca de 4980 escravos. Grande parte era procedente do Nordeste e do Rio de Janeiro. As vendas eram efetuadas pelas “cazas de compra” ou “escravadores”, e registradas pelos cartórios locais. O preço variava entre um conto e trezentos mil réis para escravos jovens, inclusive crianças em torno de 10 anos de idade, a quinhentos mil réis para escravos acima de 40 anos de idade.

Os anos de 1887 e início de 1888 foram marcados por muitos conflitos entre escravos e proprietários. Fugas constantes e revoltas geraram tensões entre os fazendeiros, tornando difícil a manutenção do sistema escravista. Tentativas de libertação foram feitas, porém o trabalho escravo continuou no município até a abolição total, com a Lei Áurea, em Maio de 1888.

Somente na penúltima década do século XIX, os trabalhadores livres imigrantes, italianos e alemães, começaram a integrar o processo de desenvolvimento de São João do Rio Claro, trabalhando tanto na lavoura cafeeira como em atividades urbanas, constituindo-se a partir de então no sustentáculo do desenvolvimento local.

Muitos, mediante uma vida de luta, sacrifício e muito trabalho, tornaram-se pequenos proprietários rurais. Outros vieram para a cidade em busca de novas oportunidades, desenvolvendo inúmeras atividades, como sapateiros, alfaiates, padeiros, marceneiros, caldeireiros, latoeiros, carpinteiros etc., atendendo às necessidades da população que crescia. Também desenvolveram ofícios e atividades industriais que até então eram desconhecidas, como, por exemplo, a indústria de laticínio, o cultivo de legumes e a apicultura.

Destacamos, entre descendentes de imigrantes de origem germânica, os Helmeister, Hebling, Witzel, Fritz, Hilsdorf, Schmidt, Hartung, Schlittler, Hummel, Eichenberger, Hoffmann, Müler, Lahr, Baungartner, Thielle, Barthmann, Fiedler, Hofling, Kleiner, Knudsen, Fisher, Kruegner, Lucke, Leonhart, Meyer, Naitzke, Oehlmeyer, Schneider, Stein, Spiller, Troppmair, Wiechmann, Winkel, Wehmuth, Wenzel etc.

Dos italianos: os Castellano, Giorgi, Piccoli, Codo, Venturoli, Zanardi, Cassavia, Padula, Timoni, Cerri, Coli, Muccillo, Aquino, Benetti, Bilac, Farani, Mazziotti, Minervino, Quilici, Mônaco, Pilla, Sciarra, Vecchiato, Fittipaldi, Scarpa, Fina, Gardenal, Santomauro, Perin, Pignataro, etc.
Também imigrantes portugueses, espanhóis, suíços, turcos, árabes, austríacos e outros aqui se instalaram, contribuindo sobremaneira para com o desenvolvimento local.

Integra também esse contexto a chegada dos trilhos da ferrovia, a Companhia Paulista de Estrada de Ferro, popularmente conhecida como Paulista, em 11 de Agosto de 1876.

A ferrovia facilitou o escoamento da produção cafeeira, cujas sacas, até então, eram transportadas em lombo de mulas. O transporte tornou-se muito mais rápido e racional, diminuindo os custos da sua produção.

Em 1892, foram instaladas as oficinas da Paulista para consertos e reparos de trens e vagões. Elas aglutinaram uma série de atividades relacionadas à montagem, ao reparo, à manutenção e até mesmo à produção de inúmeros componentes para as locomotivas, carros e vagões, demandados pela ferrovia.

Além do mais, atuaram como difusoras do trabalho industrial na ferrovia, exigindo a formação de uma mão-de-obra especializada, vindo a influir significativamente no processo de valorização do trabalho ferroviário na cidade.

As atividades urbanas aumentaram e ganharam complexidade. O núcleo urbano cresceu, aumentando o número de quarteirões e já iniciando a formação de alguns bairros, principalmente a Vila Alemã.

Ao findar o século XIX, a cidade de São João do Rio Claro havia completado seu processo de formação política e econômica, vivendo do apogeu da produção cafeeira, cumprindo uma etapa dentro da longa jornada de sua formação.

O núcleo urbano de São João do Rio Claro: 1860 ― 1890

A vida urbana de São João do Rio Claro, na década de 1860, já se encontrava organizada, porém ainda era uma extensão da vida rural. Essa situação foi se alterando com a chegada de imigrantes e, mais tarde, da ferrovia. Esses elementos podem ser considerados como os impulsionadores do desenvolvimento local, pois a cidade cresceu e ganhou importância, tornando-se o centro das atividades econômicas em função do café.

Em Maio de 1863, teve início a construção do Teatro São João, que foi aberto ao público em 20 de Janeiro de 1864. Possuía 63 camarotes divididos em três níveis e uma platéia de 400 cadeiras. Foi um dos primeiros teatros da Província, apresentando ao longo de sua existência peças de grandes companhias teatrais nacionais e estrangeiras. Em 1888, sofreu uma complexa remodelação, passando a se chamar Teatro Phoenix. Situava-se na Rua Direita (hoje Rua 3), esquina da Rua do Comércio (hoje Avenida 1).

Outra realização de destaque foi a construção do Gabinete de Leitura Rioclarense, fundado em 23 de Julho de 1876 e, em sede própria inaugurada em 1890, em uma solenidade presidida por Prudente de Morais, motivo de orgulho para São João do Rio Claro por ter sido visitado pelo Imperador Pedro II, em 1886.

Na década de 1870, fundou-se a Philarmonica Rioclarense, uma sociedade recreativa. Periodicamente, realizava saraus dançantes, musicais e literários, com a exibição dos melhores e mais reputados artistas da música e da oratória. Era o local de reunião e de encontro da sociedade rioclarense.

O perímetro urbano de São João do Rio Claro, em 1867, compreendia 40 quarteirões, delimitados entre a Rua do Hospital (Avenida 7) e a Rua Paissandu (Avenida 12), com a Rua da Palma (Rua 9) e a Rua de São Benedito (Rua 2). Já havia sido construída a Capela de Santa Cruz, tendo sido benzida e entregue aos devotos, em Abril de 1857. Já estava em funcionamento o Hotel do Oeste, na Rua Municipal (Avenida 2) com a Rua São João (Rua 6). O mesmo recebia um número significativo de pessoas que buscavam a cidade para a realização de seus negócios.

Na década de 1870, a cidade já era servida por uma agência do correio na Rua Formosa (Rua 4) com a Rua do Comércio (Avenida 1). A Praça do Mercado situava-se no Largo da Matriz Nova, sendo seu administrador o sr. Luiz Braz de Pinna.

Em 1873, foi fundada a escola protestante ― Colégio Americano ― pelo Reverendo João Fernandes da Gama; e, em 1877, começou a funcionar o Colégio Santa Cruz, na Rua Aurora (Avenida 4), dirigido pelo Capitão-Mor Carlos da Silva de Araújo. Dyonísio Caio da Fonseca fundou o Colégio Esperança, na Rua de São João (Rua 6). Em 1883, o Professor Theodor Koelle deu início às aulas da Escola Alemã, hoje Ginásio Koelle. Nesse momento, a cidade já contava com uma orquestra, sendo seu diretor José Bento Barreto.

O comércio local ampliava, contando nesse momento com lojas de fazendas, armazéns de molhados, louças e gêneros da terra, depósitos de cal, de farinha de trigo, de sal, de madeira, de calçados, de correias para máquinas em geral e de mercadorias importadas, que funcionavam anexas às casas de importação e exportação.

Ao iniciar a década de 1880, o perímetro urbano foi acrescido das ruas Dr. César (Rua 1) e a Rua Pedro Ivo (Rua 10), significando o início da formação do atual bairro da Boa Morte. Em 1886, os nomes das ruas foram substituídos por números, de acordo com a resolução da Câmara Municipal.

O urbano crescia e, em conseqüência do aumento das atividades comerciais, decidiu-se, em 1895, construir uma nova praça para o mercado. Esta se situava em um terreno nas Ruas 8 e 9, com a Avenida 6. O mesmo foi inaugurado em 1897.

Até então, a iluminação em São João do Rio Claro era feita com lampiões de querosene, colocados em postes somente nas esquinas, deixando as ruas às escuras, pois o raio de iluminação desses lampiões não ultrapassava 10 metros ao seu redor. Em função disso, a Câmara Municipal assinou, em 1884, contrato com a firma Real e Portella, para a instalação da luz elétrica, tornando São João do Rio Claro a primeira cidade da Província de São Paulo e a segunda do Império a possuir luz elétrica em suas ruas. A sua inauguração ocorreu em 7 de Setembro de 1885.

A fonte geradora de energia da firma Real e Portella ficava instalada no centro da cidade, na esquina da Rua 7 com a Avenida 2. Mais tarde, em 1891, passou para a Companhia Mechanica Industrial Rioclarense, resultando na cosntrução da Usina Corumbataí. Esta foi inaugurada em 15 de Novembro de 1895 e representou o pioneirismo dos empresários locais.

Outra preocupação constante dos administradores locais era a questão do abastecimento de água. O primeiro contrato foi celebrado em 11 de Novembro de 1884, para abastecer a cidade com 220.000 litros de água diariamente. Essas seriam tiradas do Córrego da Servidão e distribuídas à cidade por meio de torneirões que foram instalados em pontos estratégicos da cidade.

Nesse momento, já estão presentes na paisagem urbana inúmeros casarões dos barões do café. Eram residências maiores, apresentando suas fachadas ornadas com florões, estátuas e vasos colocados nos beirais. Algumas residências possuíam alpendres que serviam como peça de receber e geralmente ficava junto a um jardim, tornado-se um lugar muito agradável.

Outros elementos decorativos das fachadas eram os janelões com vidros decorados, as platibandas de cerâmica, os revestimentos de azulejos portugueses e muitos florões. Estes só puderam ser utilizados após a substituição da “taipa de pilão” pelo tijolo, facilitando a sua colocação. Outro elemento decorativo importante foi a bandeira de vidro e de grade de ferro, facilitando a iluminação interna, visível na maioria dos casarões de São João do Rio Claro.
Ao findar o século XIX, São João do Rio Claro expandia-se e o núcleo urbano aumentava, estendendo-se para além da estação ferroviária. Já surgiam novos bairros, como a Vila Alemã e a Cidade Nova.

A cidade tornava-se centro regional do comércio e o café representava a sua maior riqueza. Já se esboçava o início de um processo de industrialização através da instalação de um número significativo de pequenas fábricas manufatureiras artesanais, empregando na maioria das vezes a mão-de-obra da própria família e gerando um infindável inúmero de produtos consumidos pela população. Essas atividades foram geralmente implementadas pelos imigrantes já familiarizados com o trabalho artesanal no seu país de origem.




Desenvolvimento: Francisco Arisa / Rodrigo Luiz Buzatto

Design Gráfico: Allta Comunicação


Os conteúdos podem ser divulgados, desde que citadas as fontes. Fale com o editor e Anuncie contato@visiterioclaro.com.br
Visite Rio Claro 2005 - 2013. Todos os direitos reservados.

http://www.advantachart.com/pics/luminox-qk41.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vx43.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-qv91.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zt65.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-pe07.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-uh72.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ap31.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-tb44.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vm42.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zx16.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-nf20.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-mm30.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rd31.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rc87.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vu69.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-hk51.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bi51.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vv52.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yx69.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-jy34.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-dy32.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xn83.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bi02.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-tu10.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xn96.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vl25.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xr69.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-gv39.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-iy68.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ui67.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ss31.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ng78.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-uc25.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ii33.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-km98.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-wo83.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-mh58.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-eq81.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bz51.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-fr72.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-kd82.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-lz60.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-gc56.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ll95.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zd94.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-kz84.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yp75.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ho36.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ze73.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rf57.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-hc07.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-an42.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-my76.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ms57.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-qd68.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-hv52.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-uh03.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zx28.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-by30.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ih99.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-fi91.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-pj04.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zp41.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zk18.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-jw03.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bx73.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xq67.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-el30.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-hw08.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ro77.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-tj45.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-av82.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-og92.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ck39.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-gt10.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-co41.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ki67.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ld83.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-qj03.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ce52.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-lv94.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-on60.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-tr44.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-nt44.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-dn73.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ni40.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vq64.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-gw47.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-uz88.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-il60.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yg07.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ll07.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-cp85.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-kh13.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-iw79.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xi52.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xi46.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bp66.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rj65.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-fr39.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yt63.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-lf17.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-qu35.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-we83.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-dz29.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-cj47.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-fo59.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ay67.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-qa93.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ve71.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ih63.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-aa04.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-dm61.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-uk75.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-bj10.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vw57.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-vk14.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-hl10.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zv64.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-gu51.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ka78.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-xj72.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-nb14.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-he11.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-jq84.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-aw47.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-aa75.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ux43.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ms56.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zq36.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yg73.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-iq86.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-um87.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rv16.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-yf71.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-zk24.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-df79.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-ln41.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-la53.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-lj35.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-rc21.html http://www.advantachart.com/pics/luminox-mm77.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fl80.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pi09.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-na72.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wc77.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vy32.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bz09.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fk51.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-oq71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uf38.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ak48.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xm67.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fv53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-up64.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lb84.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lg66.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pp77.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cb46.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bv13.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zh07.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-om20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-re49.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mg13.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qs83.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-am27.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cc05.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xc89.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xa86.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dg28.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hr70.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ub93.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uw26.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fs57.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ru07.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qs18.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ro76.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-od45.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bg95.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lh94.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mb70.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-de30.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fp29.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fd35.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zn06.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gi00.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-om12.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lg68.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-af96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-up84.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ap99.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fi45.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bx15.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bp56.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rg89.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gv25.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hw50.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ii85.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-nc89.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ba16.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pk42.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-oi76.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fc67.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lc21.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-aq61.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dp61.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-au58.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mc90.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pj60.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cu46.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-db48.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dk03.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ss61.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qm09.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zm87.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ly34.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-tv05.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rg24.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zo47.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xw80.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-or05.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rs87.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cv03.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ja42.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-by67.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qh74.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bh12.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-in16.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ta49.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-je36.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-av18.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ge09.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lz43.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jz71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kk18.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jc31.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wn17.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fk99.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-nq56.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ps11.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vg98.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cz69.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qj54.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jo96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hf87.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-sx37.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mw65.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qd52.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qk73.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yr97.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-np43.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-db30.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bw53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gr36.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kd78.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yx84.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zx95.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-zo84.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ll37.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-py27.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yl64.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ba61.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ie20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vq20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-of86.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ro08.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vk75.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dh11.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-eg00.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-nc71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cz64.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ya39.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uo04.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xy34.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-do82.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-si14.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mj11.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lf95.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-sg50.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vb22.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xd88.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hl17.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pz98.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-on19.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-li56.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-af73.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-to46.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-po11.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ea23.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ht26.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bs49.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wo86.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pa97.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rt88.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bl80.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yd69.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-iu83.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yc58.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uo40.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rc70.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ww14.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bc73.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jy41.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ro65.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mp66.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-et34.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gd06.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ie07.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jp23.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ar35.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cn46.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hn81.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mq44.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bk23.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dp02.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ah09.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ba98.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yg99.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yq04.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dz29.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mv74.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ao79.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pp20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rw94.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-it87.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-df24.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jw87.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kg88.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gd40.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vv53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ic12.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pq52.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wn53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-js08.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-nx55.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qw98.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-de27.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-du97.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kz43.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mk48.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gv96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cn79.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-cs03.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pi51.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-he96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qf66.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kn96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-yc44.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-by12.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kw96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gf71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dy02.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ho10.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dq71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ow47.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fj27.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-if24.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bw76.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jd81.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-un53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-co35.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-hg85.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ws57.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ui49.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xl75.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-eb63.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rk91.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pw12.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ss74.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-eq91.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-gj71.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ge96.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lo08.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-sc51.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ai75.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kn60.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wm29.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-sl08.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-mo83.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-qc63.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-rs45.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-nf88.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-re20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bw01.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ws17.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ix91.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uk85.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-su42.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uh83.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wn45.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xg69.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ek05.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-fj69.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-eg31.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-sy27.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ns61.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-od77.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kk65.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-si90.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-uj97.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lo46.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dz65.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-xi81.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ow81.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wh58.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dq80.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-pj53.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lj39.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-dt20.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ip99.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-kb98.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-lc82.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-wc40.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-as05.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-ep57.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jh77.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-jr88.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-by90.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-tw47.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-bw31.html http://www.dialoguematters.co.uk/img/luminox-vj54.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-hf68.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-sx16.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-hr46.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-rz07.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-rr92.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-bl61.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-of45.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-kl69.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-cy66.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-lo00.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ld25.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ua77.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ra27.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-kn20.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ni80.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-lc54.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ri61.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-gn07.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-pr67.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-eh18.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-xm06.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-hs67.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ns91.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-fy45.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ql86.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ky70.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-lm49.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-yp30.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-jr11.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ya05.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-tq24.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-bw31.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-mv65.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-uk16.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-zm78.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-wm43.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-nr71.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-kl66.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-he43.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ug02.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-la60.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-qz27.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-se53.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-nk34.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-pr58.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-kl91.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-vl47.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ic16.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ay85.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-sa81.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-am81.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-dh70.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-yh15.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-cj08.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-pb34.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-rb70.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-fi65.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-av26.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-rc47.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-hr45.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-mz40.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-qw81.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-pn96.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ns18.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ey39.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ff69.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ah92.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ex68.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-zc01.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-qv89.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-jk86.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-lf96.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-mt88.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-oh09.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-xa70.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-wl09.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-fe49.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-ri03.html http://www.m3nergy.com/images/css/luminox-fb86.html